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sábado, 6 de setembro de 2014

Resumo - Colombo: entre a experiência e a Navegação


SILVA, Janice Theodoro da. Colombo: entre a Experiência e a Imaginação. anpuh-Brasil – associação nacional de história: revista brasileira de Historia, volume 11 nº 21, artigo. Disponível em:


RESUMO - Colombo: entre a experiência e a Navegação

Fazendo uma breve análise dos escrito e da vida de Cristóvão Colombo, a autora salienta a importância do mesmo para o processo de colonização e o que hoje conhecemos por América.

Colombo nos deixou uma importante lição através de seus escritos, que nos faz refletir sobre o significado da experiência e da imaginação praticadas nos séculos XV e XVI. Diga-se de passagem, que Cristóvão Colombo é um grande exemplo de empreendedor. Este audacioso navegador de visão futurista e empreendedora, através de sua crença de que a terra era redonda – crença posteriormente confirmada através de uma viagem de circunavegação –, deu início a grandes descobertas pelo Ocidente, buscando alcançar o Oriente, onde seu objetivo era encontrar as terras denominadas por ele de Índias. Tais escritos nos dá a certeza de informações seguras a respeito da formação de uma empresa colonial, formada em sua grande parte, por Portugal e Espanha, com o objetivo de formar uma economia mundial, e que para tal, muitas vezes foi necessário o financiamento por parte de capitais oriundos de outros reinos ou cidades, para que pudesse de fato, haver uma transformação profunda na forma de viver da América. No que diz respeito às formas de convívio interculturais estabelecidos na América, à autora salienta que há uma junção de relato histórico e relato literário por parte dos escrito de Colombo, onde o qual se utilizava da crença e da razão, indicando a presença do vínculo entre o pensamento medieval e o pensamento renascentista. Mesmo assim, era levado a observar a realidade, e, através desses conceitos, chegar a determinadas conclusões, preservando, ainda as crenças em algumas profecias e ideais de cavalaria – crenças incompatíveis à realidade e à experiência que ele era o artífice nesse processo de colonização. E, diante de suas confirmações de que a Terra era redonda, procura, por meio de suas crenças, encontrar o caminho do paraíso terrestre. Tendo em vista esse paradoxo (realidade e sonho) utilizado por Colombo, se constitui a apresentação do universo indígena e herança da nossa ancestralidade cultural. Nesse contexto, entre veracidade e imaginação, a autora orienta que se deve separar com muita atenção o que pode ser ciência do que pode ser imaginação, pois, essa mistura bem elaborada torna-se uma tarefa difícil ao historiador separar o fato propriamente dito do que é imaginação, ou o que possa ter transformado uma imaginação em um fato documentado, mesmo que tenha sido um pouco distorcido. Mesmo havendo uma mistura de veracidade, fantasia ou imaginação, os registros históricos de Colombo nos possibilita a compreensão histórica de uma época, bem como a fruição literária de um texto de época. No que se refere ao descobrimento da América, há certa polêmica onde os críticos são enfáticos em dizer que a América não necessitava dos europeus para existir porque ela sempre esteve lá, portanto, não há motivos para se comemorar a descoberta da América. No que se refere à existência da América, essa crença já existia no imaginário europeu e de seus contemporâneos, sendo apenas confirmada por Colombo por meio de suas navegações. Nesse sentido, a primeira compreensão da América aos olhos do europeu, foi dada por Colombo através da palavra Índia, devido ao fato de Colombo pensar ter chegado às Índias. Esse encontro de Colombo com as novas terras denominadas por ele de Índias, ativou sua imaginação em relação ao seu compromisso com a fé cristã. Pois, o mesmo, acreditava ter chegado ao Paraíso terrestre, encantado com uma natureza que não se compara com os modelos já conhecidos, e que, apenas se confirmava a grande obra de criação contida no relato bíblico. Sendo assim, Cristóvão Colombo foi porta voz de um ideal que acreditava movido pela fé cristã e a sabedoria dos Reis Católicos, deixando como legado sua marca personificada de um princípio de poder e exemplo de determinação através de seu diário como forma de testemunho de tudo que presenciou e que servirá de trajeto a ser percorrido por inúmeros cronistas na tentativa de ordenar sua explicação, mesmo tendo algumas fantasias, fruto de suas crenças literárias herdadas do imaginário europeu. Para a autora, Colombo foi o primeiro artesão a enunciar informações colhidas além-mar, resgatando-se antigas crenças pagãs presentes na história europeia e que passavam a ser referenciais para a compreensão do que se supunha ser a nossa história indígena, simbolizando algum conceito moral ou doutrinal, tendo como suporte um universo desconhecido. Nesse contexto, as informações contidas no texto de Colombo, não envolve hostilidade, embora nos informe sobre a violência, onde, nestes primeiros documentos que contam a história da América, caracterizam a destruição dos indígenas e sua cultura.  Portanto, como afirma a autora, o primeiro artífice desse nosso patrimônio desta nossa capacidade de convívio intercultural, foi Cristóvão Colombo ao transformar um mundo desconhecido em um universo de semelhanças.    

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